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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vidinha



Um dia desses eu estava caminhando perto da minha casa e , como sempre, tive que desviar meu rumo: descer da calçada que estava tomada pela imensa fila para o hospital publico. Fui passando pelas pessoas de cara tristes, provavelmente sentindo dor ou com um parente doente, em pé debaixo daquele sol, e minha atenção foi para o finzinho da conversa de uma senhora com o braço na tipóia com uma moça que estava na sua frente:
—... É, minha filha, isso aqui não é vida, não... E eu, uma velha, tendo que passar por isso...
“Isso aqui não é vida, não”. Essas palavras ficaram dançando na minha mente. Quantos brasileiros têm a infelicidade tamanha para dizer uma coisa dessas? Aquela idosa era apenas uma cidadã no meio de muitos que estavam naquela fila (dos vários de todas as filas de todos os hospitais) que estão em busca da melhoria na saúde, um dos nossos “bens” mais preciosos. Quantas pessoas “estão na fila” por alimentação, por educação?
Culpar o governo pela carência de melhorias básicas para uma vida digna é o que basta? Sim! São eles que administram isso... Mas, pensando bem, que os escolhe somos nós. E como é que a gente vai escolher direito, com essa falta de instrução? É um ciclo! A velhinha tinha razão: Ê vidinha!




Por Beatriz Ribeiro, 2º ano manhã

1 comentários:

Unknown disse...

parabéns pelo texto...
uma otima visao sobre mundo...
que seus textos se aprimorem e se torne belos e conhecidos por oda a eternidade...
Rennan Mota