A vida que alguns levam pode ser considerada uma vidinha, é verdade, mas o que seria uma vidinha? Teoricamente, uma vida curta, até mesmo sem tantas aventuras ou sem oportunidades maiores, mas quando sabemos diferenciá-la?
Um dia desses, quando eu era um pouco mais nova, perto da minha casa, morava uma família bem grande: pai, mãe, sete filhas e um neto que acabou nascendo com uma doença muito grave e morreu aos cinco meses. No velório só o que se dizia era que o pobre coitado tinha tido uma vidinha que por sinal foi muito injusta.
Um dia desses, quando eu era um pouco mais nova, perto da minha casa, morava uma família bem grande: pai, mãe, sete filhas e um neto que acabou nascendo com uma doença muito grave e morreu aos cinco meses. No velório só o que se dizia era que o pobre coitado tinha tido uma vidinha que por sinal foi muito injusta.
Algum tempo após a morte do garoto, mudou-se para minha rua outra família: era pequena, só dois filhos e muito revoltados, típico de adolescente, um dia são roqueiros; depois, patricinha e mauricinho e logo é EMUs. Para minha mãe, aquilo é loucura, melhor dizendo, segundo ela gente que nasceu para ter uma vidinha. Como? Vidinha? Ou uma vida enorme, com mudanças. Será que ela quis dizer que eles iriam morrer logo? Quer saber uma coisa: chega!
Bem, mais um fim de dia, e eu sem saber como se leva ou se defende de uma vidinha, até porque, mesma sem saber o significado da palavra: grande, pequena, louca... É melhor continuar com a minha vida, normal e simples, cheia de coisas do cotidiano, do que se aventurar nessa.
Bem, mais um fim de dia, e eu sem saber como se leva ou se defende de uma vidinha, até porque, mesma sem saber o significado da palavra: grande, pequena, louca... É melhor continuar com a minha vida, normal e simples, cheia de coisas do cotidiano, do que se aventurar nessa.
Por Andrezza Marques


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