Tudo começou às mil maravilhas. Ele dizia que sabia exatamente o que queria e ia lutar por isso a qualquer custo. E aquilo que antes era “apenas” uma grande amizade tornou-se a possibilidade de um amor.
Aquela ansiedade, olhando para o telefone que não demora a tocar, horas conversando bobagens. Aquele sorriso que chegava a deixar a boca doendo de tanto tempo que ficava no rosto, porque este permanecia o dia todo. Eram muitas ligações: “Bom dia, meu amor; estou saindo para almoçar; queria só ouvir a sua voz; escutei uma música e lembrei de você; boa noite; esqueci de dizer que te amo”. Todos os dias estavam com saudade e quando se encontravam era aquele abraço de mais de meia hora, exagero, mas era quase isso. E as mensagens, “Você estava linda, maravilhosa...”.
Com o tempo já não se viam mais todos os dias, as ligações rápidas, os sorrisos rápidos, os abraços rápidos e tudo isso, dizia ele, por motivos exteriores, trabalho, família, cansaço e ela com a louca vontade de perguntar – E onde eu entro nessa historia? – mas não, seria egoísmo demais, tinha que entender tudo, com o tempo as coisas iriam melhorar. E não melhoraram.
Agora não conseguiam conversar por mais de dez minutos, o silêncio... Apenas boa noite. Será que vale a pena esperar mais? O tempo não ajudou em nada, aliás, o tempo que nos fez chegar a situação atual? O tempo... Saudade daquele tempo. Ah tempo! A tempo. Há tempo?
Aquela ansiedade, olhando para o telefone que não demora a tocar, horas conversando bobagens. Aquele sorriso que chegava a deixar a boca doendo de tanto tempo que ficava no rosto, porque este permanecia o dia todo. Eram muitas ligações: “Bom dia, meu amor; estou saindo para almoçar; queria só ouvir a sua voz; escutei uma música e lembrei de você; boa noite; esqueci de dizer que te amo”. Todos os dias estavam com saudade e quando se encontravam era aquele abraço de mais de meia hora, exagero, mas era quase isso. E as mensagens, “Você estava linda, maravilhosa...”.
Com o tempo já não se viam mais todos os dias, as ligações rápidas, os sorrisos rápidos, os abraços rápidos e tudo isso, dizia ele, por motivos exteriores, trabalho, família, cansaço e ela com a louca vontade de perguntar – E onde eu entro nessa historia? – mas não, seria egoísmo demais, tinha que entender tudo, com o tempo as coisas iriam melhorar. E não melhoraram.
Agora não conseguiam conversar por mais de dez minutos, o silêncio... Apenas boa noite. Será que vale a pena esperar mais? O tempo não ajudou em nada, aliás, o tempo que nos fez chegar a situação atual? O tempo... Saudade daquele tempo. Ah tempo! A tempo. Há tempo?
Por Patrícia Pereira, 3º ano


3 comentários:
Geeeeeente, que texto lindo..
Fiquei EMOcionada!
Parabéns para a escritora.
Ela tem futuro *-*
Coisa linda...
putz, impressionante, seria a palavra... Ta pensando oq, essas coisas ela aprende comigo. ^^
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