Por que vivemos? Talvez pelo único objetivo de manter a vida em nosso planeta, não a de nossas espécies, mas a vida por si só, por isso todos os seres vivos possuem uma busca desenfreada por essa finalidade. Então por que pensamos? Afinal, para que o mundo exista não é necessário o pensamento, a vida existiria com ou sem ele.
O pensar não é o simples ato de tirar conclusões de tudo que existe. Ele é bem mais do que isso. Pensamos, pois temos a necessidade de ter certeza que existimos. Podemos nem acreditar que a cadeira na qual nos sentamos existe ou que a luz que nos ilumina realmente realize essa função, mas de algo temos certeza absoluta, nós pensamos. Talvez nos deixamos levar por conclusões possivelmente erradas tal como achar que só por que as outras coisas não pensam elas não existam. A questão não é essa, mas tudo leva ao que já foi dito, existimos por que pensamos. “Penso, logo existo” como já foi determinado por Descartes. Será que tudo é fruto desse nosso pensamento? Que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço pela nossa simples vontade que fosse assim. Eu toco em uma parede e sei que não irei atravessá-la, mas por quê? Será que o meu pensamento me obriga a acreditar nisso, se for esse o caso, a parede nem mesmo está lá, é apenas resultado de nosso pensamento.
Será que nada existe? Que o universo nunca surgiu e que o “Big Bang” ou mesmo Deus são apenas formas criadas por nosso pensamento na intenção de explicar aquilo que nem mesmo existe? Não, eu também não existo. “Ele” existe, o meu pensamento. Mas e os outros “pensares”? São também frutos “dele”? E eu faço a ultima pergunta a Descartes, eu “penso, logo existo” e meu pensamento ao menos existe? Não, duas perguntas, alguma coisa existe?
Victor Valann.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Viver, uma questão filosófica
Postado por Pequenos Escritores às 13:47
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