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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Candelabro



Parecia um pequeno candelabro sem velas, caminhavam do “estacionamento” (silenciosamente e em passos lentos) e entravam em uma casa. O domicílio era grande e de aparência luxuosa, porém era escuro e sombrio, não dava para ver a seu interior. Todas as janelas estavam fechadas menos a porta por onde entravam, que parecia um portal negro de onde nada mais sairia.
Olhava da sacada de seu apartamento, a atmosfera era densa: não passavam mais carros na rua, o vento frio batia em seu rosto e a solidão era a sua companheira. Não conseguia dormir, aquela cena o atormentava todos os dias. A cada noite, pessoas e mais pessoas penetravam na casa, mas nenhuma delas voltava. Não fazia sentido! Ele tinha que ver, precisava saber, aquele lugar o chamava.
Decidiu no dia seguinte que iria ao local. Foi pela manha. Continuava tudo trancado, sua tentativa foi em vão. Era persistente: vestiu-se da mesma maneira que elas e se infiltrou no horário da “reunião”. Todos entravam e não trocavam gestos ou palavras, ao adentrar não tinha mais ninguém, havia o candelabro a sua frente, depois não viu mais nada.



Por Fernanda Soares, 3° ano.

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