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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A farda



Dentre as coisas que não serão apagadas da minha memória em relação ao colégio, a farda é uma delas. Na verdade não é mais apenas um uniforme e sim a minha segunda pele, assim como o Homem Aranha em sua roupa.
Ela não é diferente do Pinóquio, ganhou vida e nome: chiclete, se é que vocês me entendem. Ao descer as escadas de minha casa com uma roupa qualquer, escuto os choros e quando olho para trás, lá esta ela, a me encarar com aqueles olhos que de alguma forma não me deixam dizer não. Durante as férias, acordo às seis da manhã ouvindo um barulho que vinha do meu guarda-roupas, onde a farda estaria a se bater tentando libertar-se daquele cárcere.
Muitos domingos acordava cedo, atordoado, corria para vesti-lo, como se fosse um dia da semana, mas acabava despertando daquele momento de transe e notava o que estava fazendo agora era eu que ficava triste, por não ter que usá-lo. Já não era mais simplesmente, um adolescente e sua farda e sim um homem e sua amante.



Por José Barbosa, 3° Ano.

3 comentários:

Anônimo disse...

Osa, esse texto realmente ficou muito bom. Desculpa por não ter podido apreciá-lo no dia que você ,e mostrou a primeira vez. É que com todo aquele aperreio ficava humanamente impossível apreciar algo.
beijos

Anônimo disse...

O texto ficou lindo, também, foi meu AMOR que fez...

Ministério Jovem-CNSF disse...

tinha uma fotinha melhor não?