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sábado, 25 de outubro de 2008


Rennan Mota, autor

Parado no alpendre de sua casa, João olhava para o horizonte tentando pensar sobre o que ocorrera na noite passada. Foi algo muito confuso e muitas eram as perguntas que passavam pela sua mente, deixando-o completamente atordoado. Respirava profundamente, pois uma dor começava a tomar conta de sua cabeça.
Um homem com uma máscara estranha invadira sua morada naquela noite pegando-o de surpresa. Foram momentos de terror. O desconhecido tinha a voz rouca que amedrontava ainda mais João.
Chamava João de malandro, vagabundo, cretino, palavras de baixo calão que ele jamais imaginara ouvir. Era um rapaz sério e não seria capaz de machucar uma formiga. Começou a ficar com mais medo quando percebeu que o homem estava descontrolado.
Foi nesse momento que João pensou em sua vida. E se tudo acabasse ali? Ele não aproveitara o bastante para que aquele fosse o ponto final. Queria brincar, namorar, além de realizar todos seus sonhos.
O estranho retirou uma faca de um dos bolsos, começou a passar pelo rosto de João, apesar de não feri-lo era tudo muito assustador. Deslizou o objeto pontiagudo no pescoço chegando até o tórax de João, brincava de uma forma satânica.
João pediu que tivesse paciência e não fizesse nada de que pudesse se arrepender no futuro. De repente o homem pára. Ele tremeu e pensou que aquele seria seu fim.
Rezas, promessas, juras, tudo João fez. Queria que aquela cena acabasse. O homem começou a chorar, chorava como um bezerro desmamado. Mesmo depois de todo o pânico, começara a sentir um pouco de pena daquele que nem conhecia.
Após minutos ouvindo o choro, João passou a achar aquele lamento familiar. Pensou, pensou e nada vinha a sua cabeça, a faca que continuava na mão do homem o preocupava mais do que reconhecê-lo.
Aproximando-se dele, este mandou que João abrisse sua mão e pegasse a faca. Não entendendo o significado daquilo, ele o fez. O homem com suas mãos segurou as de João e encostou a faca em seu peito, dizendo que não poderia fazê-lo sozinho e precisava de ajuda.
Em um gesto rápido ele tirou a máscara do desconhecido. Sabia que era alguém próximo e agora tinha certeza. Era seu melhor amigo que há alguns dias lhe declarou seu amor. Pedira para ficar com João, o homem estava apaixonado, e de uma forma rápida e seca, João disse que não dava certo.
João gritou para que seu amigo na tentasse se matar, não era por conta de uma decepção amorosa que a sua vida chegaria ao fim, não era o apocalipse, apenas um amor estranho e não correspondido.




Por Rennan Mota, 3º ano

5 comentários:

Anônimo disse...

Parece aquelas histórias de cinema.
Só muita imaginação para fazer um texto desse.
Meus PARABÉNS.
Amei o final.
"Geeeeeente do mundodoo gay"

Bia. disse...

Comovente, criativo. Acho que você deveria elaborar um romance usando esse texto de base... Eu compraria!

Thyago disse...

ain biâ, parece historia da minha vida... o João e talz...huahuahua
mesmo assim, muito bom o texto, mas se a bia comprasse um livro desse eu n deixaria ela ler, vai q ela se incentiva e me dexa pela melhor amiga dela ¬¬
nananinanaum, entao Renan n dexo escrever o livro. Vai q ela compra escondida de mim.

Bia. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bia. disse...

¬¬" compraria: sim. trocaria trusyren pela mlr amiga: não. Bobãooo.